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A segunda vida do Brasília

Inês Schreck, Adelino Meireles, JN [2006-08-06]

A um passo de comemorar 30 anos, o Brasília, no Porto, prepara-se para renascer.

A associação de comerciantes do shopping quer fazer da data festiva (9 de Outubro) trampolim para uma segunda vida. A nova etapa atingirá o auge dentro de cerca de três anos com o arranque de um projecto de reabilitação do centro comercial, orçado em 12,5 milhões de euros. Uma "refrescadela" na fachada, alterações profundas no interior e a reconversão do cinema Charlot em praça da alimentação e animação são, para já, as principais alterações previstas.

Melhorar sem descaracterizar é a ambição da nova direcção da Associação de Comerciantes do Brasília, apostada em dar uma "reviravolta" num shopping que três décadas depois, "continua a resistir heroicamente". Os responsáveis pelos 150 lojistas lamentam que as obras não possam avançar de imediato, por falta de verbas. Ainda assim, Acácio Gouveia, secretário geral da associação, acredita que "conseguir 12,5 milhões de euros é exequível", nomeadamente, com uma eventual candidatura do projecto a fundos comunitários. O plano prevê um retorno de 10% a 12% do investimento dos lojistas em 15 anos.

O que ainda está por definir é o futuro do cinema Charlot. Para já, será reaberto nas comemorações dos 30 anos do Brasília, com uma exposição de quadros e a realização de tertúlias. No projecto de reabilitação, o espaço envolvente (excluindo a sala) é para converter numa praça de alimentação e animação. Quanto à sala de cinema, a associação está à procura de alguém, ligado à Cultura, interessado em promover ali ciclos de cinema temáticos e até recitais de poesia.

15 mil visitas por dia

Os tempos aúreos do primeiro centro comercial a abrir na Península Ibérica já lá vão. Os corredores estão, agora, mais desertos. Num total de 250 lojas há cerca de 70 vazias. Ainda assim, o Brasília é visitado, diariamente, por cerca de 15 mil pessoas.

Os números são, para Acácio Gouveia, "um sinal de que o Brasília continua a ter tudo para ser um sucesso". O objectivo não é rivalizar com os shoppings modernos que optaram por captar grandes marcas para atrair público. Ali, há vontade de continuar um trabalho que vem sendo desenvolvido nos últimos anos. Ou seja, dar aos visitantes a oportunidade de encontrarem no Brasília lojas especializadas.

Alguns estabelecimentos deste género já ganharam notoriedade no shopping. Lojas de modelismo (miniaturas de modelos reais de carros, aviões,entre outros), de banda desenhada, artes marciais ou jogos de computador usados são exemplos que o JN destacou (ler página ao lado).

A par destas, o Brasília começa a explorar o mundo das galerias de arte. "Gostávamos de ter aqui uma espécie de [rua] Miguel Bombarda", afirma o presidente da associação Carlos Vanzeller.

A vertente artística será, aliás, privilegiada nas comemorações dos 30 anos do shopping. Em Outubro, o Charlot reabre as portas para mostrar 30 obras de conceituados pintores. E, até ao Natal, alunos de design e artes plásticas serão convidados a realizar trabalhos, partindo do mote "A rapariguinha do shopping anda nos 50 anos e o Brasília está a fazer 30".

Para a festa estão também a ser preparadas uma passagem de modelos na escadaria central e tertúlias "com pessoas que ainda têm uma grande ligação afectiva ao Brasília", explicou Ana Paula Santos, coordenadora do evento.

"Só o leitor é que limita a escolha"

Clientes chegam de todo o país

Mundo Fantasma
Especializada em banda desenhada

É o paraíso dos fanáticos da banda desenhada. Apesar de escondida num corredor sem saída da parte mais recente do Brasília, não há adepto da BD que não conheça a Mundo Fantasma. É a livraria com maior variedade de banda desenhada do país. "Aqui a única coisa que limita a escolha é o próprio leitor", diz Vasco Carmo, sub-gerente da loja. Ali, encontra-se de tudo, mas a aposta incide, principalmente, nos desenhos importados dos Estados Unidos e Japão. São mais de 64 mil artigos à disposição dos leitores, que vêm de todo o país em busca daquele número que falta na colecção ou de novidades acabadas de sair para a banca no outro lado do Mundo. "Temos clientes da Madeira, dos Açores, do Algarve, da Bélgica... e até já chegámos a enviar livros para os Estados Unidos, o que é curioso porque é lá que eles são feitos", continua Vasco. Na Mundo Fantasma as portas estão, obviamente, abertas para todos, contudo para alguns o vício da BD é tal que acabam por se fazer amizades dentro daquele espaço comercial. São estudantes universitários, médicos, profissionais liberais "que provavelmente nunca se cruzariam na rua, mas que se encontram aqui e começam a falar do que realmente gostam. As idades e os estratos sociais têm pouco em comum, mas a banda desenhada funciona como um elo de ligação", nota o responsável. Sem sair de trás do balcão, Vasco Carmo fala sem parar do negócio, da fraca aposta das editoras portuguesas nos artigos americanos, das histórias românticas da BD japonesa que começam a captar a tenção das mulheres, da realidade de quem é capaz de dar milhares de euros por um número raro...A conversa poderia não acabar nunca. Afinal, o principal interlocutor é um "viciado" em BD que tem o privilégio de trabalhar com o próprio "vício".


Xin Tiger
Especializada em artes marciais

Judo, karaté, kung fu, kickboxing, esgrima, tae kwondo, ju-jitso, aikido, kendo. Podem ser nomes estranhos para alguns, mas os praticantes daquelas artes marciais sabem onde encontrar uma loja que reúne material para todos aqueles desportos. A XinTiger, no Brasília, tem desde as simples luvas e sacos de boxe, às katanas de samurai, espadas, bastões, alabardas, protecções e até artigos decorativos como o escudo de Kung Fu. Na montra, o manequim vestido de pugilista chama a atenção pela invulgaridade. No interior, as armas de samurai fazem as delícias dos mais novos, que se deixam levar pela realidade fantástica do cinema. Mas os principais clientes da XinTiger chegam àquele estabelecimento comercial aconselhados pelos professores de artes marciais. "Vêm de todo o lado, até do Sul do país, e a maioria são alunos e professores. Julgo que será a única loja no país com esta variedade de artigos", afirma a funcionária, que se encontrava a substituir uma colega em gozo de férias. "Pelo que sei, os ginásios canalizam para aqui as pessoas", acrescenta. Na XinTiger a maioria dos produtos é confeccionada em Portugal e tem a marca da loja.

Até os presidiários encomendam

"Há fanáticos dos 14 aos 70 anos"

Prameta
Especializada em jogos de computador

Muitos clientes chegam à Prameta sem saber o que de realmente diferente podem encontrar na loja. "Quando lhes dizemos que temos o jogo que querem em usado nem hesitam", conta Sandro Caseiro, funcionário da loja de consolas electrónicas e jogos, novos e em segunda mão. Pudera o preço dos jogos usados é substancialmente mais baixo e a Prameta garante que o nível de qualidade é igual ao dos que estão por estrear. O mercado da segunda mão é uma das grandes apostas da loja, cujas instalações no shopping Brasília tem vindo a crescer.

"Temos clientes de todo o lado, Bragança, Setúbal e das ilhas", resume Sandro, que até já vendeu jogos a reclusos. "Os presidiários telefonam-nos a encomendar e enviamos os artigos pelo correio à cobrança", conta o funcionário da casa. A maioria dos interessados são as crianças e os jovens, que representam cerca de 60% da clientela da Prameta. E embora, o "mundo dos jogos continue a ser maioritariamente masculino, há cada vez mais raparigas interessadas", salienta Sandro.

Na Prameta há, portanto, espaço para comprar e vender. Os artigos em segunda mão que chegam à loja são cuidadosamente testados e, se estiverem em conformidade, recebem o selo de garantia dos vendedores. A diferença da loja está também na imensa variedade de artigos que oferece aos clientes. Não há jogo que os funcionários não conheçam e, por isso, asseguram um aconselhamento mais personalizado. "Conhecemos quase tudo e diferenciamo-nos das grandes superfícies porque podemos dar a nossa opinião aos clientes e ajudá-los na escolha", remata Sandro Caseiro.

Fórmula Modelismo
Especializada em modelismo

Um carro telecomandado que chega a ultrapassar os 100 quilómetros por hora. Um helicóptero que, no ar, faz manobras acrobáticas impensáveis. Estes brinquedos, vendidos em peças soltas, podem ir dos 250 euros aos 1400 euros. Mas quem é fã de modelismo não olha a tostões. Rui Pereira, proprietário da loja Fórmula Modelismo, no Brasília, confirma isso mesmo. Os clientes dirigem-se à loja "porque sabem que ali há o que procuram". "É uma área extremamente específica, não há nos outros centros comerciais", atalha o responsável, que tem compradores "dos 14 aos 70 anos". Aqui, o mundo é mesmo dominado pelos homens. "Só uma vez vendi um avião a uma rapariga", conta Rui Pereira. Na loja, além de carros e helicópteros, há jipes e aviões, que retratam em miniatura modelos reais. Os artigos vêm por montar. E , para isso, é preciso seguir bem as instruções que ensinam a juntar rodas, amortecedores, diferenciais, chassis, carroçarias e mais um número infindável de peças. Paciência de chinês que, segundo Rui Pereira, já poucos têm. "Sou quase sempre eu que monto tudo. Só 10% dos meus clientes é que se interessam por fazer as construções", alega. A Fórmula Modelismo é a loja mais antiga do Porto especializada em modelismo.

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