Esgota-se esta manhã, data do regresso aos treinos no Olival, o tempo concedido ao plantel do F. C. Porto para digerir a pesada derrota caseira sofrida ante o Nacional (3-0). Antes de recomeçarem os trabalhos, agora visando o fecho da Liga, na visita à Naval, a conclusão de Mariano González é semelhante à dos demais companheiros de equipa, ao confessar "Não estivemos com a cabeça no devido lugar".
Dito e feito. De facto, anteontem, no Dragão, mais pareceu um monólogo, já que, pela positiva, só se viu o jogo do Nacional, meramente estorvado por uns fogachos portistas no segundo tempo. "Correu tudo ao contrário do que tínhamos planeado", adiantou, igualmente, o argentino, referindo-se à estratégia para o desafio, depois do próprio Jesualdo Ferreira ter afirmado que pretendia transformar o F. C. Porto-Nacional numa festa, de modo a embalar a equipa e os adeptos para a final da Taça, do próximo dia 18.
"Foi um dia mau para todos", insistiu, resignado, o dianteiro, também ele contagiado pelo apagão. Segundo Mariano, a derrota não foi aflorada no balneário, e porque ontem foi dia de folga, a análise ficou adiada para hoje, conforme explicou "Guardámos as conversas para o treino e parece-me que foi a melhor opção. Nessa altura estaremos mais calmos".
O argentino joga no F. C. Porto por empréstimo do Palermo, de Itália, e os contactos para garantir a sua continuidade estão em marcha, devendo o futuro passar por um contrato de três épocas. "Sei que os dirigentes estão a tentar que tudo seja resolvido. Faltou-me regularidade. Comecei mal, estou melhor, mas posso fazer mais.Não era muito difícil fazer melhor do que nos primeiros seis meses", referiu, ao fazer o ponto da situação. Há duas semanas, Pinto da Costa confirmou a intenção de o contratar. "Temos todo o interesse em mantê-lo no plantel. Se for possível, ficará", disse o presidente.