Os deputados municipais do Porto aprovaram uma moção em que manifestam apoio à realização do "Fantasporto" na cidade, numa altura em que há dúvidas sobre os termos do novo contrato com a companhia de Filipe La Féria para o Teatro Rivoli e a salvaguarda daquele festival de cinema.
Uma primeira moção, apresentada anteontem pelo Bloco de Esquerda, criticava a diminuição dos apoios públicos ao Fantasporto e antevia "dificuldades acrescidas na manutenção" do festival no Rivoli, "dada a escandalosa entrega, em exclusivo, pela Câmara daquele equipamento público a um empresário de teatro". O documento reclamava da Autarquia "uma outra política cultural". E foi chumbado pela Direita que, por sua vez, apresentou uma versão mais curta, mas reproduzindo, na íntegra, o primeiro ponto do BE.
Alda Macedo acusou Paulo Rios de "truncagem", bem como de "adulterar" e deturpar" os princípios da sua moção. O deputado do PSD disse, por sua vez, que o documento do BE foi feito "para ser rejeitado" e que, por isso, apresentou "uma alternativa".
A moção do PSD foi aprovada pela Esquerda (com abstenção do BE). Sendo assim, a Assembleia manifesta "inteiro apoio à realização do Fantasporto na cidade do Porto e reconhece o prestígio que este festival de cinema angariou para si mesmo e para a cidade".
BE e PCP exigiram, ainda, conhecer os termos do novo contrato de acolhimento e a socialista Carla Miranda perguntou a Rui Rio se "prevê que o Rivoli continue a acolher o Fantasporto". Mas o presidente da Câmara nada respondeu. A mais recente posição da Câmara dá conta que o contrato mantém-se "no essencial".
A mesma clarificação de Rui Rio exigiu o comunista Artur Ribeiro para as obras no Bairro do Lagarteiro. Conforme adiantou o JN, o PSD apresentou uma moção para que o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) "confirme e cumpra com os prazos e compromissos de natureza financeira assumidos". Isto para "imediato avanço do projecto", disse José Augusto Teixeira. A Câmara tem repetido que apenas aguarda que o IHRU formalize o seu compromisso.
Aprovaram-se, ainda, a estrutura da Câmara (concentra a fiscalização num departamento), o mapa de pessoal e recomendações para que as reuniões sejam noutro local e haja uma página da Assembleia na Internet