Parte da mata do Covelo, no Porto, está ocupada por entulho. As obras de recuperação do jardim foram concluídas há 10 meses, mas sobraram blocos de granito, montes de paralelos e pedaços de telha e de tubos que nunca foram removidos do espaço público.
O entulho encontra-se amontoado numa área voltada para a Travessa do Monte de S. João, junto aos prefabricados onde funcionam alguns serviços do parque. E não passa despercebido aos utentes. "Este jardim ficou tão bonito. É uma pena que não tenham retirado o lixo. Parece um estaleiro", aponta Joana Fonseca, que cumpre o ritual diário de visita à mata, acompanhada pelo cão Marreco.
Também Manuel José lamenta que não haja uma "alma caridosa" que ordene a remoção do entulho. "Frequento o Covelo há muitos anos. Antigamente, poucas pessoas cá vinham, mas isso mudou depois das obras", realça. A maioria dos utentes ouvidos pelo JN garante que a instalação do parque infantil, dos aparelhos de ginástica e da esplanada e a substituição do muro pelo gradeamento trouxeram mais visitantes ao parque portuense. Por isso, não perdoam o abandono do entulho num local de fácil acesso a "crianças, que podem magoar-se", alerta Deolinda: "Não há dúvidas que o jardim ficou mais bonito, mas a Câmara devia ter mais atenção. Hoje andam muito mais pessoas com meninos pequenos".
Ideias não foram adoptadas
A intervenção no Covelo ficou pronta em Maio passado. Dois anos antes, o Município tinha lançado um concurso de ideias para requalificação do parque, tendo premiado oito propostas. Então, o vereador do Ambiente da Autarquia, Álvaro Castello-Branco, manifestou a vontade de criar um projecto coerente, integrando as melhores soluções. Mas nenhuma dessas ideias saiu do papel.
"O concurso surgiu para ver se apareciam ideias que a Câmara pudesse usar. Aproveitaram-se algumas soluções de modulação do terreno, mas ninguém propôs um parque infantil. Entendemos que devíamos optar por este modelo", recorda o autarca, explicando que os parques infantis isolados ou instalados em pequenos espaços públicos são facilmente vandalizados: "Num parque como o do Covelo, é possível ter vigilância e, assim, oferece-se maior diversidade aos visitantes
Parte da mata do Covelo, no Porto, está ocupada por entulho. As obras de recuperação do jardim foram concluídas há 10 meses, mas sobraram blocos de granito, montes de paralelos e pedaços de telha e de tubos que nunca foram removidos do espaço público.
O entulho encontra-se amontoado numa área voltada para a Travessa do Monte de S. João, junto aos prefabricados onde funcionam alguns serviços do parque. E não passa despercebido aos utentes. "Este jardim ficou tão bonito. É uma pena que não tenham retirado o lixo. Parece um estaleiro", aponta Joana Fonseca, que cumpre o ritual diário de visita à mata, acompanhada pelo cão Marreco.
Também Manuel José lamenta que não haja uma "alma caridosa" que ordene a remoção do entulho. "Frequento o Covelo há muitos anos. Antigamente, poucas pessoas cá vinham, mas isso mudou depois das obras", realça. A maioria dos utentes ouvidos pelo JN garante que a instalação do parque infantil, dos aparelhos de ginástica e da esplanada e a substituição do muro pelo gradeamento trouxeram mais visitantes ao parque portuense. Por isso, não perdoam o abandono do entulho num local de fácil acesso a "crianças, que podem magoar-se", alerta Deolinda: "Não há dúvidas que o jardim ficou mais bonito, mas a Câmara devia ter mais atenção. Hoje andam muito mais pessoas com meninos pequenos".
Ideias não foram adoptadas
A intervenção no Covelo ficou pronta em Maio passado. Dois anos antes, o Município tinha lançado um concurso de ideias para requalificação do parque, tendo premiado oito propostas. Então, o vereador do Ambiente da Autarquia, Álvaro Castello-Branco, manifestou a vontade de criar um projecto coerente, integrando as melhores soluções. Mas nenhuma dessas ideias saiu do papel.
"O concurso surgiu para ver se apareciam ideias que a Câmara pudesse usar. Aproveitaram-se algumas soluções de modulação do terreno, mas ninguém propôs um parque infantil. Entendemos que devíamos optar por este modelo", recorda o autarca, explicando que os parques infantis isolados ou instalados em pequenos espaços públicos são facilmente vandalizados: "Num parque como o do Covelo, é possível ter vigilância e, assim, oferece-se maior diversidade aos visitantes