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Médicos de batas... às cores

Marta Araújo, O Primeiro de Janeiro [2006-03-27]

O Hospital Geral de Santo António abriu portas aos pequenotes. Encheu-se de cor e saúde e permitiu que os estudantes do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar vestissem batas coloridas e desmistificassem o síndroma da bata branca para com as crianç

Tosse, dores de cabeça e constipações foram os sintomas mais frequentes. Os pacientes, esses, foram essencialmente peluches, bonecos de plástico e todos os seres inanimados que preenchem o quotidiano infantil. O objectivo passou por permitir que as crianças, entre os 3 e os 6 anos, levassem os seus «filhos» ao médico com o pressuposto de que estas percam o receio que têm de médicos e hospitais, conhecido pelo “síndrome da bata branca”.

Para combater este medo que os mais pequenotes normalmente têm, a Associação de Estudantes do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), do Porto, desenvolveu a iniciativa «Hospital dos Pequeninos» através da qual puderam curar os bonecos doentes… mas sempre a brincar. Enquanto aguardavam pelos «filhos», num ambiente colorido e divertido, as crianças tinham duas hipóteses: ou os acompanhavam ou tinham a possibilidade de, por exemplo, pintar paredes destinadas especificamente para esse efeito.

A iniciativa em causa, desenvolvida pelo quarto ano consecutivo, decorreu durante a semana passada, numa parceria do ICBAS com o Hospital Geral de Santo António. Muitos infantários da Invicta fizeram questão de marcar presença mas o convite estendeu-se, e com bastante aceitação, a alguns pais que fizeram questão de participar com os seus filhos e «netos».

“A minha filha Rita tomou uma vacina e não chorou! Portou-se muito bem” afirmou peremptoriamente a Inês, de 5 anos, que levou a sua «filhota» Rita, de 4 anos, ao Santo António. A Inês explicou que a ida aquela unidade hospitalar se prendeu com o facto de “um primo da Rita estar sempre a dar-lhe chocolates e ela, como comeu, ficou doente, com muitas dores de barriga e com borbulhas verdes”. O futuro médico Rui, que atendeu a Rita, de pronto tomou conta da ocorrência e descansou a mãe: “não te preocupes porque não é nada de muito grave. Vamos fazer uma cirurgia à barriga da Rita, ela depois vai fazer uma medicação, e dentro em breve ficará boa”. Apesar da resposta tranquilizadora, a Inês insistiu: “mas por que é que ela tem borbulhas verdes?”. Perante uma resposta cuja pergunta não se adivinhava fácil, o médico deixou sair um “de facto temos que fazer um exames para ver o que se passa... borbulhas verdes realmente não é muito usual”. Inês acompanhou, sempre de muito perto, o atendimento médico de que a sua «filha» foi alvo. E no final, quando tudo estava bem e com a Rita quase boa, a Inês confessou ao JANEIRO que a parte que mais gostou daquele dia foi “quando o médico me perguntou o que é que a minha filha tinha. É que assim pude explicar e fiz como a minha mãe faz quando me leva ao médico”. Esta adulta de palmo e meio confessa que gostou muito daquele hospital dos pequeninos e daqueles futuros médicos e enfermeiros porque “eles eram todos muito simpáticos e estavam vestidos com cores muito alegre e coloridas. Eu gostava que o meu médico também fosse assim...”, afirmou Inês.

O facto de a iniciativa possuir um duplo lado pedagógico, uma vez que as crianças tiveram possibilidade de perder alguns mitos relativamente à classe médica, mas também se tratou de uma forma daqueles estudantes de medicina e de enfermagem irem contactando, desde logo, com os seus futuros pacientes e, de alguma forma, saberem aquilo que os espera quando, encheu o Santo António de saúde, alegria e cor. Trata-se de uma actividade que promete voltar para o próximo ano, no mesmo sítio, pela mesma altura e com os mesmos objectivos.

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A Saber
Idades
Foi pelo quarto ano consecutivo que o «Hospital dos Pequeninos» se tornou uma realidade. Ainda assim, e neste ano, a iniciativa imprimiu uma mudança: a faixa etária das crianças. À reportagem de O PRIMEIRO DE JANEIRO foi dito que nos anos anteriores a actividade foi dirigida a miúdos que frequentavam já o ensino primário mas, com estas, os objectivos não eram plenamente cumpridos. Depois de analisada a questão, a Associação de Estudantes do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar achou por bem tornar a iniciativa possível aqueles que frequentam os jardins-de-infância. Argumentam que as crianças desta idade estão mais receptivas a perder o mito sobre a «bata branca» porque estão ainda numa fase precoce de apreensão de conceitos, algo que na actividade em causa se torna fundamental. A ideia é partilhada também pela educadora de infância Clara Almeida que defende que “quanto mais cedo elas tiverem a possibilidade de perder este tipo de medos melhor. Até porque se trata de uma forma de elas se defenderem dos pais quando estes dizem que vão chamar o senhor doutor e este lhes vai fazer mal quando os filhos não comem a sopa ou quando se portam mal. Há erros que os pais cometem, inconscientemente ou não, mas que depois acaba por bloquear os filhos em determinadas situações. E a relação médico/criança é exactamente um exemplo disso e quanto mais cedo as crianças puderem perceber que o médico papão não existe melhor. Por isso acho que este ajuste de público-alvo, por parte da organização, é algo importante e adequado no contexto”.

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